O que os dados cruzados revelam sobre Macaé este mês
Entenda
Macaé é um município de médio-grande porte (246k hab.) no RJ com receita orçamentária excepcional (99.5º percentil nacional), sustentada por transferências (99.6º percentil) e tributação robusta. Porém, essa capacidade financeira contrasta agudamente com 17 carências críticas mapeadas, concentradas em saúde (oferta, desfecho, APS), educação (qualidade, creche), vulnerabilidade social e infraestrutura (saneamento, resíduos, mobilidade, habitação). A violência letal e inclusão digital também figuram como déficits. Os órgãos interlocutores e programas aderentes apontam para vocação agrícola/rural e segurança alimentar, sugerindo potencial de economia rural não realizado. O município investe 12% do orçamento (573M), mas a despesa de pessoal consome 38% da receita corrente, sinalizando possível rigidez orçamentária. Trata-se de um caso de paradoxo de capacidade: recursos abundantes, mas gestão fragmentada entre lentes e baixa conversão em resultados sociais e ambientais.
Caminhos que os dados sugerem:
- Reconfiguração da Atenção Primária à Saúde (APS) com foco em desfechos — Saúde_oferta, saúde_desfecho e APS aparecem como carências simultâneas.
- Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) como eixo de segurança alimentar e inclusão — Programa 5133 (AUP) já aderente.
- Plano de Saneamento e Gestão de Resíduos com financiamento de investimento — Saneamento e resíduos são carências explícitas.
Leitura gerada pela inteligência do CIVITO cruzando finanças, carências, programas federais e a rede territorial do município no Civic Knowledge Graph. É análise indicativa — as fontes primárias estão nos demais cards.
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