O que os dados cruzados revelam sobre Praia Grande este mês
Entenda
Praia Grande apresenta paradoxo crítico: município de 349.935 habitantes com receitas no percentil 99 do Brasil (R$ 2,7 bi em 2024), mas carências severas em saúde, educação, mobilidade e vulnerabilidade social. A estrutura de receita é robusta (99º percentil em receita corrente, tributária e orçamentária), com despesa de pessoal em 99,1º percentil (R$ 1,3 bi), sugerindo folha pesada. Investimento em 98º percentil (R$ 202 mi) é insuficiente para demandas mapeadas. Desconexão entre capacidade financeira e resultados sociais indica problema de alocação, eficiência ou execução. Órgão interlocutor (MAPA/INCRA) não alinha com carências urbanas do município. Vizinhança com Mongaguá e São Vicente sugere dinâmica regional que não está sendo aproveitada.
Caminhos que os dados sugerem:
- Auditoria de Eficiência Alocativa em Saúde e APS — Receita no 99º percentil coexiste com carências em saúde_oferta, saude_regional, morbidade_hospitalar, vigilancia_epidemio e aps.
- Plano de Recomposição de Investimento Público (de 98º para 99º percentil) — Investimento em 98º percentil é desproporcionalmente baixo comparado a receitas em 99º.
- Programa Integrado de Saúde Materno-Infantil e Nutrição — Carências simultâneas em saude_desfecho, nutricao, vulnerabilidade e idh indicam ciclo de pobreza geracional.
Leitura gerada pela inteligência do CIVITO cruzando finanças, carências, programas federais e a rede territorial do município no Civic Knowledge Graph. É análise indicativa — as fontes primárias estão nos demais cards.
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