O que os dados cruzados revelam sobre Ouro Branco este mês
Entenda
Ouro Branco apresenta paradoxo crítico: capacidade financeira acima da média nacional (89º percentil em receita corrente, 92º em tributária) convive com carências estruturais severas em saúde, educação e vulnerabilidade social. O município é altamente dependente de transferências (65% da receita orçamentária), indicando fragilidade na arrecadação própria apesar do percentil elevado. A despesa de pessoal (35% da corrente) sugere rigidez orçamentária. Carências em APS, saúde regional e morbidade hospitalar apontam desconexão entre recursos disponíveis e resultados em saúde. Violência letal e vulnerabilidade social não encontram contrapartida em investimento visível. Programas aderentes focam agricultura familiar (INCRA), mas desalinhados com prioridades urbanas e de saúde. População de 38.724 habitantes requer gestão integrada que não aparece refletida nos dados.
Caminhos que os dados sugerem:
- Auditoria de Eficiência Orçamentária com Foco em Saúde — Receita corrente de R$ 330M (89º percentil) não se traduz em indicadores de saúde adequados (carências em APS, saúde regional, morbidade).
- Programa de Diversificação de Receita Tributária Municipal — 65% da receita é transferência federal; tributária representa apenas 24% do orçamento.
- Rede Integrada de Atenção Primária à Saúde (APS) com Cobertura Territorial — Carência explícita em APS e saúde regional.
Leitura gerada pela inteligência do CIVITO cruzando finanças, carências, programas federais e a rede territorial do município no Civic Knowledge Graph. É análise indicativa — as fontes primárias estão nos demais cards.
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